Atividade programada - Educação Física Totalidade 4 - Professor Leonardo
E.E.E.F. Antônio de Sousa Neto
Atividade Programada Totalidade 4 Professor: Leonardo
Disciplina: Educação Física
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Jogos de Tabuleiro
Os primeiros jogos teriam surgido há cerca de 5.000 anos a.C., em regiões da Mesopotâmia e Egito. Tanto o Senet quanto o Jogo Real de Ur (os mais antigos jogos de tabuleiros) eram chamados de "jogo de passagem da alma". Os jogos eram itens indispensáveis após a morte, pois os povos daquele período acreditavam que o ato de jogar poderia ser uma forma de diversão eterna. Assim, segundo a tradição mesopotâmica, os jogos pertencentes aos falecidos eram enterrados juntamente com seus bens pessoais, salvando-lhes do tédio infinito.
A partir de 31 a.C., através da rota da seda (a principal fonte de troca comercial e cultural da época), à medida em que entraram em contato com novos povos, os jogos de tabuleiro sofreram diversas adaptações. Segundo o pesquisador Theo Van Ees "(...) arte, religiões, novas ideias e conhecimentos, e também ouro, marfim, porcelana, cavalos e plantas e animais exóticos, todos viajaram por essa rota, transportados por soldados, viajantes e mercadores". De origem romana, o XII scripta exemplifica esse sincretismo: o jogo chegou em regiões improváveis como o Uzbequistão e acabou influenciando os tabuleiros de Gamão do Norte da China.
Outro jogo que parece ter sofrido modificações ao tomar contato com novos grupos sociais foi o Chaturanga, o possível precursor do Xadrez. Ele teria surgido na Índia e suas peças representariam as quatro divisões do exército: infantaria (peão), cavalaria (cavalo), elefantes (bispo) e carruagens (torre). Através do contato com a cultura persa, o jogo se espalhou pelo oeste europeu, por volta de 1000 – 1100 d.C., mas as regras que conhecemos atualmente foram definidas apenas em 1475, onde o vencedor é aquele que consegue deixar o rei adversário sem escapatória da morte (xeque-mate).
Na América, o Jogo da Onça era parte da cultura de algumas tribos indígenas brasileiras. Esse jogo foi encontrado entre os Bororos, no Mato Grosso, onde é conhecido como Adugo, bem como entre os Manchineri, no Acre, e os Guaranis, em São Paulo. (Provavelmente de origem inca, este jogo tem como objetivo capturar as peças do jogador, deixando o adversário sem possibilidade de movimentação, semelhante ao jogo de Damas).
Alguns séculos mais tarde, após o período da Revolução Industrial, houve uma grande difusão dos jogos de tabuleiro. Com a possibilidade de produção em massa, alguns pequenos fabricantes começaram a produzir versões dos jogos clássicos e novos jogos para atender a demanda da classe média emergente, principalmente nos Estados Unidos e na Europa. Com o passar dos anos os pequenos produtores de jogos formaram uma lucrativa indústria cultural.
Apesar dos primeiros jogos industriais não terem praticamente nenhuma preocupação com estratégia (valendo-se de mecânicas bem simples a julgar pelos padrões atuais), o Jogo da Vida , lançado em 1860, é considerado o marco da era moderna dos jogos de tabuleiro. Em seu ano de lançamento foram vendidas mais de 45 mil cópias. Apesar disto, o jogo de tabuleiro mais popular do mundo é o Monopoly (conhecido no Brasil como Banco Imobiliário). Lançado em 1904, ele foi baseado no The Landlord’s Game, de Elizabeth J. Magie Phillips, que o criou com o objetivo de ensinar a teoria do economista Henry George sobre taxa simples.
A relação européia com os jogos de tabuleiro foi intensificada durante a Segunda Guerra Mundial. Um fato curioso é que, durante este período, o serviço secreto britânico criou um sistema de fuga para ajudar os prisioneiros de guerra presos nos campos de concentração alemães. As falsas "entidades filantrópicas" enviavam mantimentos e outros produtos aos prisioneiros: mapas eram impressos no verso de cartas de baralho, além de dinheiro alemão, que eram colocados em tabuleiros de Damas e Monopoly.
A partir de 31 a.C., através da rota da seda (a principal fonte de troca comercial e cultural da época), à medida em que entraram em contato com novos povos, os jogos de tabuleiro sofreram diversas adaptações. Segundo o pesquisador Theo Van Ees "(...) arte, religiões, novas ideias e conhecimentos, e também ouro, marfim, porcelana, cavalos e plantas e animais exóticos, todos viajaram por essa rota, transportados por soldados, viajantes e mercadores". De origem romana, o XII scripta exemplifica esse sincretismo: o jogo chegou em regiões improváveis como o Uzbequistão e acabou influenciando os tabuleiros de Gamão do Norte da China.
Outro jogo que parece ter sofrido modificações ao tomar contato com novos grupos sociais foi o Chaturanga, o possível precursor do Xadrez. Ele teria surgido na Índia e suas peças representariam as quatro divisões do exército: infantaria (peão), cavalaria (cavalo), elefantes (bispo) e carruagens (torre). Através do contato com a cultura persa, o jogo se espalhou pelo oeste europeu, por volta de 1000 – 1100 d.C., mas as regras que conhecemos atualmente foram definidas apenas em 1475, onde o vencedor é aquele que consegue deixar o rei adversário sem escapatória da morte (xeque-mate).
Na América, o Jogo da Onça era parte da cultura de algumas tribos indígenas brasileiras. Esse jogo foi encontrado entre os Bororos, no Mato Grosso, onde é conhecido como Adugo, bem como entre os Manchineri, no Acre, e os Guaranis, em São Paulo. (Provavelmente de origem inca, este jogo tem como objetivo capturar as peças do jogador, deixando o adversário sem possibilidade de movimentação, semelhante ao jogo de Damas).
Alguns séculos mais tarde, após o período da Revolução Industrial, houve uma grande difusão dos jogos de tabuleiro. Com a possibilidade de produção em massa, alguns pequenos fabricantes começaram a produzir versões dos jogos clássicos e novos jogos para atender a demanda da classe média emergente, principalmente nos Estados Unidos e na Europa. Com o passar dos anos os pequenos produtores de jogos formaram uma lucrativa indústria cultural.
Apesar dos primeiros jogos industriais não terem praticamente nenhuma preocupação com estratégia (valendo-se de mecânicas bem simples a julgar pelos padrões atuais), o Jogo da Vida , lançado em 1860, é considerado o marco da era moderna dos jogos de tabuleiro. Em seu ano de lançamento foram vendidas mais de 45 mil cópias. Apesar disto, o jogo de tabuleiro mais popular do mundo é o Monopoly (conhecido no Brasil como Banco Imobiliário). Lançado em 1904, ele foi baseado no The Landlord’s Game, de Elizabeth J. Magie Phillips, que o criou com o objetivo de ensinar a teoria do economista Henry George sobre taxa simples.
A relação européia com os jogos de tabuleiro foi intensificada durante a Segunda Guerra Mundial. Um fato curioso é que, durante este período, o serviço secreto britânico criou um sistema de fuga para ajudar os prisioneiros de guerra presos nos campos de concentração alemães. As falsas "entidades filantrópicas" enviavam mantimentos e outros produtos aos prisioneiros: mapas eram impressos no verso de cartas de baralho, além de dinheiro alemão, que eram colocados em tabuleiros de Damas e Monopoly.
Após 1945, os jogos de estratégia e a abordagem de conflitos econômicos e construção de civilizações ganharam ainda mais força (exceto no mercado alemão, que após a Segunda Guerra Mundial censurou estritamente jogos de tabuleiro com a temática bélica, evitando a todo custo a proliferação de idéias militares e expansionistas). Os mapas de jogos como Britannia, Civilization e Conquest of the Empire apresentavam divisões de províncias ou regiões em vez de hexágonos, procurando uma caracterização visual cada vez mais realista e complexa.
O ato de jogar e envolver-se em cenários verossímeis de "realidades inventadas" é uma característica comum dos povos desde o início da civilização. Ao longo da história, os homens desenvolveram inúmeros jogos de tabuleiro, que refletiram sua lógica e raciocínio, revelando o modo com o qual cada um dos grupos sociais compreendia o seu próprio ambiente. Os jogos são muito mais que um mero "fazer de conta": frequentemente símbolos de luta (seja luta entre homens, entre homens e divindades, ou ainda, a luta contra obstáculos a serem transpostos segundo regras preestabelecidas), uma de suas principais características é a dimensão objetiva, fixa, suas regras próprias, tempo limitado e seu espaço demarcado.
Fonte: http://lounge.obviousmag.org/anna_anjos/2013/01/a-origem-dos-jogos-de-tabuleiro.html
O ato de jogar e envolver-se em cenários verossímeis de "realidades inventadas" é uma característica comum dos povos desde o início da civilização. Ao longo da história, os homens desenvolveram inúmeros jogos de tabuleiro, que refletiram sua lógica e raciocínio, revelando o modo com o qual cada um dos grupos sociais compreendia o seu próprio ambiente. Os jogos são muito mais que um mero "fazer de conta": frequentemente símbolos de luta (seja luta entre homens, entre homens e divindades, ou ainda, a luta contra obstáculos a serem transpostos segundo regras preestabelecidas), uma de suas principais características é a dimensão objetiva, fixa, suas regras próprias, tempo limitado e seu espaço demarcado.
Fonte: http://lounge.obviousmag.org/anna_anjos/2013/01/a-origem-dos-jogos-de-tabuleiro.html
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